terça-feira, junho 26, 2012
Sessão Cinema – Snow Cake (Um Certo Olhar)
quinta-feira, abril 19, 2012
Sessão Cinema - Mutum
quarta-feira, abril 04, 2012
Sessão Cinema – Os Incompreendidos
quinta-feira, março 29, 2012
Sessão Cinema - Nós Que Aqui Estamos, Por Vós Esperamos
quinta-feira, março 01, 2012
Atrás dos Olhos Seus
segunda-feira, fevereiro 13, 2012
Sessão Cinema - Apenas Uma Vez (Título Original: Once)
quarta-feira, janeiro 25, 2012
Sessão Cinema - Meia Noite em Paris
sexta-feira, dezembro 16, 2011
Sessão Cinema - Estômago
quarta-feira, dezembro 14, 2011
Mistério de Vida
terça-feira, novembro 22, 2011
Quando nasce um escritor?
segunda-feira, setembro 19, 2011
Sessão Cinema – O Solista
quarta-feira, junho 29, 2011
Heitor e Miguel
No dia 17 de junho o celular tocou de madrugada, a voz aflita do meu cunhado dizia que os meninos iriam nascer dois meses antes do previsto.
Naquele momento chorei em silêncio e pedi a proteção divina para minha irmã e seus filhinhos.
Luiza chegou a Montes Claros, sentindo fortes contrações. A médica confirmou o início do trabalho de parto. Diante da situação de risco ligou primeiro para a Santa Casa, mas foi informada que não havia leitos disponíveis no CTI neonatal, a mesma resposta foi dada pelo HU. Mesmo com a negativa de ambos os hospitais nossa médica, Dra. Juciméia, nos orientou a ir ao HU.
Quando chegamos ao Hospital Luiza recebeu a qualificação laranja, ou seja, o caso era urgente, precisava de atendimento imediato.
Na maternidade fomos atendidos pelo Dr. Anderson, natural de Itacarambí. Ele confirmou a falta de leitos no CTI neonatal e disse que a equipe faria o possível para cuidar dos bebês, mas que sem o CTI não havia garantias quanto à recuperação dos meninos.
Naquele momento senti como se tivesse sido atropelada por um caminhão, uma sensação de impotência me invadiu, estava ali vivendo o drama do descaso que acomete o Brasil e especialmente a região Norte Mineira.
O médico procedeu à internação da minha irmã, mas ele também não se conformava que os meninos tivessem que nascer daquele jeito.
Então num momento de luz ele se lembrou do CTI neonatal de Janaúba e como Luiza já estava no “sistema” se houvesse os leitos lá a prioridade era dela.
Na mesma hora liguei para André Rocha, amigo e secretário de saúde de Januária, pedindo que ele nos ajudasse. Enquanto isso o Dr. Anderson ligava para Janaúba e confirmava com o Dr. Luis a existência dos leitos para atender os meninos.
Em poucos minutos tivemos que tomar a decisão de deslocar uma grávida de gêmeos, em franco trabalho de parto, para Janaúba, a 120 km de Montes Claros.
Tomada a decisão de ir para Janaúba partimos para a procura de uma ambulância, a médica responsável pela obstetrícia do HU, Dra. Edimiuza, se desdobrou ao telefone tentando encontrar um carro disponível, mas a dificuldade era grande. Luiza já estava com quatro centímetros de dilatação e a espera tornava tudo mais complicado.
Então, mais uma vez, o celular tocou, do outro lado, era o amigo André que havia disponibilizado uma ambulância para levar minha irmã até Janaúba.
Acompanhada pelo Dr. Anderson, uma enfermeira (infelizmente não sei o nome) e meu cunhado, Luiza saiu de Montes Claros por volta do meio dia. A presteza do motorista foi fundamental, pois por pouco Heitor nasceria na ambulância.
Em Janaúba o parto foi feito pelo Dr. Luis (colega de Faculdade do meu querido pediatra Dr. Eustáquio Azevedo) e o pediatra Dr. Hebert cuidou dos meninos. Como previsto pelo Dr. Anderson tanto Heitor quanto Miguel precisaram dos cuidados que só poderiam ser dados em uma UTI neonatal, ambos foram para o respirador pois o pulmão não estava maduro.
Ir para Janaúba foi à melhor decisão e agradeço todos os dias pelo CTI que existe naquela cidade. Mas ao mesmo tempo me sinto indignada porque o descaso com a saúde pública quase tirou a chance de sobrevivência de Heitor e Miguel.
Depois desse episódio me pego pensando em quantas pessoas não tiveram a mesma sorte que a nossa família. Fico pensando em quantas crianças ainda vão morrer, em quantos pais, mães, tias, avós que não terão a chance de ver seus filhos, sobrinhos e netos crescerem. Isso não está certo.
Não quero criticar este ou aquele político, sei que a questão é maior, não é possível apontar um único culpado porque são anos de descaso, anos de farra com o dinheiro público, anos de corrupção, mas naquele dia percebi que a mazela da saúde se dá em cadeia, minha irmã saiu de Januária e foi parar em Janaúba porque o “sistema” não funciona.
Até o dia 17 de junho nunca havia sentido tão de perto o sofrimento de quem depende da saúde pública, até aquele dia achava possível viver a vida sem pensar em como a política afeta tudo, foi preciso ficar diante de um cenário tão desolador para compreender a dimensão das coisas.
Como disse não cabe a mim apontar culpados, isso seria leviano, mas talvez seja preciso refletir sobre as nossas escolhas e como elas podem afetar a vida de muita gente. Pode parecer uma simples decisão, mas as conseqüências virão e atingirão a todos, sem exceção.
Passado o sufoco quero agradecer a Nossa Senhora Aparecida que ouviu todas as minhas preces e colocou no caminho da minha irmã e dos meus sobrinhos verdadeiros Anjos da Guarda, em especial agradeço a equipe do Hospital FundaJan de Janaúba pelo carinho dedicado aos meninos.
Eles seguem na UTI, mas agora já respiram sozinhos. Miguel, por ser o maior, já está mamando no peito e na quarta-feira tomou o primeiro banho de verdade. Heitor, o menor, ainda se alimenta através de uma sonda e toma banho de “gato” como diz minha irmã. Eles estão bem, se recuperando e isso traz muita alegria.
No fim deu tudo certo, como disse o Dr. Anderson, mas o meu desejo é que ninguém precise passar pelo que passamos e que todas as crianças tenham direito de nascer em suas cidades.
quarta-feira, junho 15, 2011
Cadê a moça?
sexta-feira, junho 03, 2011
segunda-feira, maio 30, 2011
Sessão Cinema – Insolação
Guiada pela curiosidade do nome tive uma grata surpresa ao assistir Insolação, filme nacional dirigido pelo estreante Felipe Hirsh e Daniela Thomas.
É um filme difícil de classificar, mas tomo emprestadas as palavras de Celso Sabadin para dizer que é pura poesia.
Não é um filme fácil, com histórias lineares, não tem começo, meio e fim e isso intriga, perturba, incomoda, acho que pode não agradar a todos, pois é preciso um grau de abstração para mergulhar nas questões de cada personagem.
O filme tem um ar teatral e inicia com um monólogo interpretado por Paulo José sobre a busca insólita do amor. Talvez essa seja a única faceta constante em todos os personagens, a busca pelo amor.
As histórias se passam em Brasília que numa magnífica direção de arte e fotografia aparece vazia, abandonada, como um sonho que começa, é edificado, mas que depois perde o sentido.
Para mim a escolha de Brasília traz uma aridez tocante, porque, de certa forma, a cidade expressa essa solidão, mesmo na normalidade do dia-a-dia, no chamado plano piloto quase não se vê gente na rua e os carros passam rápido, tudo é muito longe, quase inalcançável, assim como a busca pelo amor.
Os personagens vivem histórias desconexas entre si que vão desde o menino que experimenta a ternura do primeiro amor por uma moça mais velha, vivida por Leandra Leal à inquietação de uma ninfomaníaca interpretada por Simone Spoladore. A propósito, Simone Spoladore está magnífica, ela traz uma humanidade cortante, doída a personagem, talvez uma de suas melhores interpretações.
Paulo José é um suicida mal sucedido que recita textos e versos numa tentativa de explicar o inexplicável do amor. O personagem traz um tom áspero e macio, quente e frio, terno e violento como água prestes a entrar em ebulição.
As falas são longas, às vezes permanece um silêncio aterrador, há uma monotonia necessária na construção de cada linha, mas que com abstração e paciência comove, toca no mais intimo do Ser humano.
Talvez pela raridade da obra seja tão difícil descrever, dar nome ao sentimento experimentado, quantificar a emoção. Sei que nem todo mundo verá a beleza que enxerguei, mas aí reside o mistério da arte e também do amor, algumas vezes a gente embarca, outras não. O importante é se permitir, ao menos, tentar.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Felipe Hirsch, Daniela Thomas
Elenco: Paulo José, Antonio Medeiros, Simone Spoladore, Leonardo Medeiros, André Frateschi, Maria Luisa Mendonça, Leandra Leal, Jorge Emil, Daniela Piepszyk, Emilio di Biasi.
Produção: Sara Silveira, Beto Amaral, Pedro Igor Alcântara, Maria Ionescu.
Roteiro: Will Eno, Sam Lipsyte
Fotografia: Mauro Pinheiro Jr.
Trilha Sonora: Arthur de Faria
Duração: 93 min.
Ano: 2009
País: Brasil
Gênero: Romance
Cor: Colorido
Distribuidora: Europa Filmes
Classificação: Livre
terça-feira, maio 24, 2011
Quase sem Querer - Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Renato Rocha
Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente:
Sou tão tranqüilo e tão contente.
Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém.
Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira,
Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.
Tão correto e tão bonito;
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos!
Sei que, às vezes, uso
Palavras repetidas,
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você.
Agora só sei que não sei de nada, mas segundo a opinião especializada isso também é caminho.
Ainda não acredito nas possibilidades, ainda não me vejo como dizem, mas repito as palavras a mim mesma, com esperança que o potencial se concretize...
Por enquanto... Nonada... Reminiscências...
segunda-feira, maio 23, 2011
Sobre Ídolos
Desde a descoberta do Orkut sempre aceitei os convites para participar de redes sociais, isso porque acabei encontrando pessoas muito queridas que sem tais recursos dificilmente tivesse notícia.
No Brasil o Orkut virou fonte de grandes confusões, muitos perfis falsos o que afastou a classe artística.
Entretanto no twitter essas pessoas encontraram um caminho de comunicação, uma forma de interação com os fãs. Os artistas começaram a usar o twitter para dar suas opiniões se mostrando tão normais quanto qualquer um de nós pobres mortais.
Confesso que o twitter não é a rede social que mais acesso, mas há alguns dias acessei o site e lá estava o convite para a twittecam do Humberto Gessinger, vocalista do Engenheiros do Hawai.
Não sabia o que iria acontecer, nunca havia participado de tal evento, mas no dia e hora marcados acessei o link disponibilizado pelo Humberto e tive uma grata surpresa.
Para aqueles que, como eu, são novos nas ferramentas disponibilizadas pelo twitter, a twittecam nada mais é que o compartilhamento de vídeo em tempo real. Através do sistema é possível conversar, dar entrevistas ou fazer um pequeno show do estúdio de casa para mais de 6 mil pessoas se tornando um dos assuntos mais comentados na rede.
E para minha alegria foi exatamente isso que aconteceu. O “show” começou um pouco atrasado em virtude de problemas na transmissão, infelizmente o Humberto cantou duas músicas sem que fossem ouvidas por ninguém. Depois de resolvido o contratempo foi um deleite só.
Mais de uma hora cantando músicas ótimas, com letras comoventes e especiais, sem contar com a simpatia de abrir o estúdio da própria casa para os fãs.
Nesse dia o Humberto estava inspirado, tocou gaita, piano, agradeceu ao carinho dos fãs e pediu chã para a esposa, pois o frio em Porto Alegre já havia chegado.
A noite foi emocionante, mesmo para mim que até então era simples admiradora do trabalho do Humberto. Digo isso porque depois de presenciar tamanha consideração e ouvir com mais cuidado as letras das músicas posso dizer que me tornei fã do Gessinger.
Naquela noite o 1Berto (como ele gosta de escrever) fez valer o ditado de que o artista vai onde o povo está, ele tem usado o twitter de forma brilhante para divulgar seu shows, livros e para se comunicar com os fãs.
Rendo aqui minhas homenagens a um artista genuíno no melhor significado da palavra.
Para quem se interessar esse é o twitter dele.
Informações sobre shows e os livros acesse o site do Pouca Vogal.
terça-feira, maio 17, 2011
Cotidiano
Quando mudei o blog de servidor comecei a postar várias poesias. E agora me sinto meio presa, como se este fosse um blog exclusivamente poético.
A verdade é que não é, mas por algum motivo acho que fiquei com essa impressão.
E agora qualquer escrito que não seja poético não parece digno de ser publicado.
Ando sem inspiração para a poesia, mas com muita vontade de escrever sobre o cotidiano. Na verdade não quero escrever sobre qualquer cotidiano e sim sobre o meu.
Foi nesse ponto que fiquei meio empacada porque me senti uma adolescente estúpida escrevendo para si mesma como foi seu dia, mas só agora percebi que escrever sempre foi a minha salvação. Escrever é um jeito de me olhar, seja na poesia ou nas bobagens do meu dia a dia.
A verdade é que não tenho feito muita coisa, ultimamente, ou melhor, há algum tempo, não tenho realizado grandes feitos.
Praticamente não leio mais, assisto a muitos filmes, mas não consigo escrever uma linha sobre nenhum deles. Não tenho estudado. Acordo cheia de planos, de resoluções que possam fazer meus dias mais produtivos, mas acabo sempre não fazendo nada. E assim vou sobrevivendo.
Para não dizer que não cumpro quase nenhum dos meus propósitos nas últimas duas semanas comecei uma atividade física, estou praticando muay thai, algo muito bom. Acho que essas aulas tem sido o ponto alto dos meus dias.
Outra resolução importante é a tentativa de parar de fumar, essa tem sido uma das coisas mais difíceis para mim, estou tentando um novo sistema para tentar diminuir aos poucos, vamos ver como o quadro evolui nos próximos dias.
No mais ando esperando por notícias na área profissional, tenho esperança que algo bom aconteça e me ajude a sair desse marasmo no qual mergulhei minha vida nos últimos tempos...
Pensando bem acho que preciso fazer algo enquanto outras coisas não acontecem, pois ainda que na vida seja preciso esperar melhor que não seja uma espera vã...
segunda-feira, maio 09, 2011
quinta-feira, maio 05, 2011
Quintal
Lá tem céu de algodão
Livres
A gente solta balão
Sem problema
Ou confusão
No meu quintal
A gente pendura no varal
Toda e qualquer obrigação
Deixa o sol queimar
Até esturricar
Toda mágoa e tristeza
No meu quintal
Só é preciso um pouco de destreza
Pra passar pelo jardim
Que tem flores com espim
Mais depois...
Depois é uma beleza
Tem o céu de algodão
E a lua encantada
Que existe só no meu sertão






